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22 de janeiro de 2006

Morrer custa caro; é melhor ficar vivo; tente, se puder


Do estrelassulense Pedro Popó, para o Jornal Correio, hoje (a foto é de Dorival Dias):

"Assunto pouco comentado abertamente e que muitas pessoas, mesmo diante da ocorrência, evitam discutir, a negociação em torno do enterro de um ente querido tem de ser feita com clareza. Tudo envolve gastos e na hora de pagar o funeral é preciso ficar atento. Existem vários tipos de serviços e planos funerários.

Em Uberlândia, por exemplo, uma cidade que tem, segundo estatísticas recentes do IBGE, cerca de 600 mil habitantes, morrem entre 13 a 20 pessoas por dia. Um funeral simples não sai por menos de R$ 389; um de uma pessoa de classe média custa em torno de R$ 1,5 mil a R$ 2 mil, e de uma pessoa abastada sai por R$ 10 mil.

Todos são tratados da forma igual. A exceção é para apenas as mortes de indigentes. O custo do funeral destas pessoas é rateado entre as empresas. O serviço funerário é regido por lei. Existe um código de ética entre os envolvidos e a atividade é regulada pela Prefeitura, por meio do Setor Municipal de Luto. Segundo o diretor do órgão, Delson Ferreira, o Poder Público dá a concessão às empresas para explorarem o serviço. Uberlândia tem três funerárias: Ângelo Cunha, Olavo Chaves e Paz Universal.

A diretora da Funerária Ângelo Cunha, Valéria Cunha, explica que os preços, excetos os ditados pela Prefeitura e que estão previstos na legislação municipal (são dois tipos: um que sai por R$ 389 e o outro por R$ 419), são variáveis. Na sua empresa, por exemplo, um serviço de classe semiluxo pode sair por R$ 2 mil. O superluxo custo R$ 10,1 mil.

Marlon Elias, diretor da Paz Universal, informa que o seu preço pode variar de R$ 1,5 mil a R$ 12,8 mil, dependendo do tipo de serviço. Fernando Bevilácqua, da Olavo Chaves, diz que na sua firma o custo sai atualmente por uma média R$ 1,5 mil com máximo de R$ 6 mil.

O serviço funerário mais comum em Uberlândia custa entre R$ 419 e R$ 1,5 mil. Ele é contratado, em sua maioria, por famílias simples. A classe média, conforme levantamento feito pelo CORREIO, gasta em torno de R$ 2 mil. O custo inclui desde a urna, coroa de flores até os artigos funerários como velas e material de consumo."

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Aloisio Nunes de Faria
Araguarino, redator e diretor dos jornais Panorama, Ventania, Jornal de Araguari, Araguari Hoje e Folha de Araguari. Trabalhou também no Diário de Araguari. Atualmente, é editor de Jornalismo Online (JOL) da Gazeta do Triângulo e Vice Presidente da Fundação Araguarina de Educação e Cultura-FAEC.
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